Poesia

tercio

On 08 Janeiro 2016

Caroas todoas,

 Tatiana 8   início

e,

Tatiana 8

On 01 Janeiro 2016

Caroas todoas,

 

começar o ano com uma sexta-feira em que, obviamente, é feriado, não há cartão de crédito que pague!

On 25 Dezembro 2015

 

Maraãvilhosos,

Cris

 

Odisseus (o Ulisses dos romanos), quando, após a guerra de Troia, retronava para sua Ítaca e para sua amada Penélope e seu filho Telêmaco, ficou, por 7 anos, em uma ilha com uma linda e sábia deusa (o fato de ser deusa já diz tudo, não é mesmo?), mas vivia cada vez mais triste, até que Zeus determinou que Hermes (o deus mensageiro, daí a palavra hermenêutica) fosse dizer à deusa que ela deveria permitir a partida de seu amado prisioneiro. A deusa, como não podia resistir a uma ordem como essa, aceitou a determinação.

Quando da partida do amado, que não a amava, a deusa sugeriu e Odisseus deu a explicação pela qual iria partir – a despeito de na ilha ele ter uma das mulheres mais lindas em seus braços, além de ter vida eterna e tudo o mais do bom e do melhor à sua disposição –, e que são estas:

 

Oh Deusa venerável, não te escandalizes! Perfeitamente sei que Penélope te está muito inferior em formosura, sapiência e majestade. Tu serás eternamente bela e moça, enquanto os Deuses durarem: e ela, em poucos anos, conhecerá a melancolia das rugas, dos cabelos brancos, das dores da decrepitude e dos passosque tremem apoiados a um pau que treme. O seu espírito mortal erra através da escuridão e da dúvida; tu, sob essa fronte luminosa, possuis as luminosas certezas. Mas, oh Deusa, justamente pelo que ela tem de incompleto, de frágil, de grosseiro e de mortal, eu a amo, e apeteço a sua companhia congênere! Considera como é penoso que, nesta mesa, cada dia, eu coma vorazmente o anho das pastagens e a fruta dos vergéis, enquanto tu ao meu lado, pela inefável superioridade da tua natureza, levas aos lábios, com lentidão soberana, a Ambrósia divina! Em oito anos, oh Deusa, nunca a tua face rebrilhou com uma alegria; nem dos teus verdes olhosrolou uma lágrima; nem bateste o pé, com irada impaciência; nem, gemendo comuma dor, te estendeste no leito macio... E assim trazes inutilizadas todas as virtudes do meu coração, pois que a tua divindade não permite que eu te congratule, te console, te sossegue, ou mesmo te esfregue o corpo dorido com o suco das ervas benéficas. Considera ainda que a tua inteligência de Deusa possui todo o saber, atinge sempre a verdade: e, durante o longo tempo que contigo dormi, nunca gozei a felicidade de te emendar, de te contradizer, e de sentir, ante a fraqueza do teu, a força do meu entendimento! Oh Deusa, tu és aquele ser terrífico que tem sempre razão! Considera ainda que, como Deusa, conheces todo o passado e todo o futuro dos homens: e eu não pude saborear a incomparável delícia de te contar à noite, bebendo o vinho fresco, as minhas ilustres façanhas e as minhas viagens sublimes!

Oh Deusa, tu és impecável: e quando eu escorregue num tapete estendido, ou me estale uma correia da sandália, não te posso gritar, como os homens mortais gritam às esposas mortais: .... “Foi culpa tua, mulher!” erguendo, em frente à lareira, um alarido cruel! Por isso sofrerei, num espírito paciente, todos os males com que os Deuses me assaltem no sombrio mar, para voltar a uma humana Penélope que eu mande, e console, e repreenda, e acuse, e contrarie, e ensine, e humilhe, e deslumbre, e por isso ame dum amor que constantemente se alimenta destes modos onde antes, como o lume se nutre dos ventos contrários!”.

 

Estas letras são de Eça de Queirós, um dos muitos imortais portugueses e, confesso, com elas molhei algumas das páginas desse breve e maravilhoso conto que se chama: “A perfeição”, sendo que perfeita, também, é a escrita desse mestre!

 

Até mais,

 

Abraços,

 

Osório

 

POEMEMOS:

 

A noite é longa

como uma dor que prolonga

uma outra dor sem remédio.

Para quem vive no tédio,

a noite, como ele é longa!

 

Pobre vida, nas tormentas

do mar, as noites são lentas

e custam bem a passar.

Lá nas tormentas do mar,

as noites são as tormentas!

 

A noite é breve

como um voo que descreve

uma andorinha no espaço.

O amor... Um rápido abraço,

um biejo... A noite é tão breve!

 

Depois... Ó vida! Tormentas

de mar... As noites são lentas

e custam bem a passar.

Lá nas tormentas do mar,

as noites são as tormentas!

 

E os olhos põem-se a chorar...”.

 

e,

 

Bonheur Manquê

 

Eu sei que o seu olhar é lindo e que ao seu marido

ele não deu, nunca, um desgosto conjugal.

Eu sei que o seu puder pode ficar ferido

com um simples madrigal.

 

...................................

 

Para melhor ouvir o que ela me dizia,

eu, cderta vez, os seus cabelos esfrolei.

E, em meio à multidão, por seu vestido, um dia

sem querer, me rocei.

 

...................................

 

Outros segredos há, que ocultarei, no entanto.

Aí de mim, eu que sempre os eus passos segui,

euque tanto a sonhei e que a conheço tanto,

jamais a conheci.

 

Autor: Onestaldo de Pennafort, “Poesias”, Coleção “Rex”, Rio de Janeiro, 1954, pp. 99 e 129, respectivamente.

 

 

Onestaldo é, no mínimo, diferente!

 

On 18 Dezembro 2015

 

Maraãvilhosos,

 

 Torresmos

 (a arte de sumir com o carcará, é minha! Rs)

 

On 27 Novembro 2015

 

Maraãvilhosos,

Capa 0

On 13 Novembro 2015

 

Maraãvilhosos,

 

 Beto

Eu nasci e me criei ouvindo o pai dela!

Meu pai era fã incondicional do Nelson Gonçalves.

On 06 Novembro 2015

 

Maraãvilhosos,

malabares

 

Ando numa fase, de mão dupla, muito Nelson Cavaquinho (“Me dê as flores em vida”)! E como recebi uma flor em vida, quero dividir com todos o presente com o qual me perfumou a alma o Poeta. Eis o que disse:

 

José Osterno Campos de Araujo - 21/10/15 18:59

 

Caro Colega e Poetíssimo Osório,

Acabei a leitura (ou seria melhor dizer DELEITE) de teu precioso "Poemas Passionais".

Ainda embriagado da mais pura poesia, destaco (tarefa assaz difícil, ante tantas preciosidades): Vinho Encorpado e Destino, simplesmente belíssimos, além, é claro, de Lia, Fase de Ciúmes, bebo para esquecer, Anúncio, A Mulher Dormindo, Aline e Adriana, obviamente sem desmerecer os demais.

Que Deus lhe dê mais e mais transpiração (muita) e inspiração (também) para mais e mais poesia.

Que em você a poesia seja tanta e tanta .... até morrer (velhinho).

Abraço do colega que o admira,

Osterno

Posso eu negar que já ganhei um prêmio Nobel? Nunca!

Muito obrigado, de novo, ao estimado bi-Colega, Amigo e Poeta Osterno, a quem externo minha profunda gratidão já pelo simples carinho da leitura.

 

On 16 Outubro 2015

 

Maraãvilhosos,

 

IMG 1867

On 09 Outubro 2015

 

Maraãvilhosos,

 

Poesia 3

 

Professora

 

Poesia 4   você não vale nada

On 25 Setembro 2015

 

Maraãvilhosos,

 

(foto)

 

No dia 22 de setembro próximo passado fiz aniversário!

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