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Poesia: deleite-se ou delete-me (30.06.17).

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Poesia: deleite-se ou delete-me (30.06.17).

Maraãvilhosos,

Disse eu a uma amiga:

- Pouco tempo depois desses acontecimentos nos mudamos para Maraã. Mas, agora, bebendo esse vinho, me lembrei do meu primeiro porre, ainda no Bom Futuro. Foi assim: um comerciante, chamado Teófilo Pachola, chegou e meu pai comprou alguns garrafões de vinho de cinco litros. Creio que o vinho se chamavaRaposaouCabeça de Touro. Papai e alguns amigos, seus fregueses, começaram a beber. Mamãe e outras mulheres também. Embora minha mãe não seja de beber, para incentivar as demais,temperavao vinho com açúcar e assimmelhoravao paladar. Como elas deixavam os copos abandonados por alguns instantes enquanto iam fazer outras coisas, em especial preparar o jantar, peguei um deles e dei umabicada. Gostei do sabor e passei a beber constantemente, sem que ninguém visse. pelas tantas, quando minha mãe me observou, segundo me contou depois, eu estava completamente bêbado!

Risos.

- devagar, hoje, então.

- Não se preocupe. Não pretendo repetir meu primeiro porre. Ademais, não tenho mãe aqui para me banhar.

Novos risos.

- Nesse dia ainda aconteceu algo hilário, conta minha mãe. Seu compadre de nome Epifânio, um dos fregueses de meu pai, abusou do vinho. Estava bastante alcoolizado quando outro seu compadre, Seu Zeca Marcelino, também em estado lastimável, resolveu colocar seu Epifânio em uma rede e começou a embalá-lo tentando fazê-lo dormir. Não demorou muito para que o embalado começasse a sentir náuseas e viesse a colocar para fora toda a macarronada que tinha ingerido. Como, enquanto ele provocava, com a cabeça para fora da rede, seu embalador não percebia o que estava acontecendo, e, assim, não parava a rede, a melecada na sala onde a rede estava atada foi geral.

Risos.

- Ainda bem que a nossa pizza ainda não chegou! Comentou a amiga.

- que entrei nessa de falar coisas desagradáveis, e a vida não é feita, infelizmente, apenas de coisas agradáveis. Veja a última que vou te contar do Bom Futuro. Por passava um madeireirocomprador de madeiras em toras, chamado Clementido Laranjeira, ou, simplesmenteSeu Kelé. Certo dia ele e a esposa, D. Janetevoltei a vê-la muitos anos depois em Manaus, e ela ainda se lembrava dessa história, almoçavam conosco. Dentre os alimentos servidos tinha uma tigela com macarrão. Como eu sempre fui enxerido, gaito mesmo, e, nesse caso, por não lembrar o nome do bendito macarrão, disse à mamãe:mãe, coloca um pouco dessas lombrigas para mim. Isso foi motivo de gargalhada por parte de nossos convidados e de repreensão severa por parte de papai e mamãe. não apanhei por que o Seu Kelé interveio e pediu que considerassem que eu era apenas uma criança.

- O que era verdade. Mal educada, desde então, mas uma criança!

Riram novamente.

- Assim não conto mais.

- Estou brincando.

- Eu sei.

Risos.

- Mude, então, para as histórias maraaenses.

Abraços,

Osório

POEMEMOS

O vinho do amor

Ah! Quando minha dama chega

E com amor eu a enlaço

Tomo-a junto a meu coração pulsante

E a envolvo em meus braços;

Meu coração se enche de alegria divina

Pois eu sou dela e ela é minha.

Ah! Quando seus suaves abraços

Completam minha ternura,

Os perfumes da Arábia

Me ungem com sua doçura;

E, quando seus lábios estão aos meus colados,

O vinho dispenso, de tão embriagado”.

Autor: Antigo poema egípcio de amor, logo, desconhecido.

Fontes: uma desconhecida e http://larissinhaelias.blogspot.com.br/2015/09/antigo-poema-egipcio-de-amor-o-vinho-do.html

E,

Ode ao vinho (I)

Vi!
Cheirei!
Sorvi!
Embriaguei-me no vinho que despejas dos teus lábios!

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (II)

Sou um ser bêbado!

Bêbado pelo vinho que despejas em minha boca com teus beijos.

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (III)

Todos os teus lábios são rubros?

Não me importa,

Quero apenas sorver os líquidos com os quais eles me inebriam!

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (IV)

Produzir o vinho requer sangue,

E o vinho reflete a cor que lhe dá vida,

Mas a vida que é dada ao vinho vem do rubro dos teus lábios!

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (V)

O cálice não faz um bom vinho,

Já a tua boca...

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (VI)

Se no vinho tivesse a verdade

O leite materno seria rubro!

Mas por que o leite materno não é rubro?

Porque a verdade não é dada, ela é conquistada!

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (VII)

Encorpado!
Buquê inigualável!

O vinho que vem de tua boca

É o que me entorpece.

Até mesmo só em pensar

Que vou recebê-lo!

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (VIII)

O vinho com o melhor buquê

É aquele que me vem com teu hálito.

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (IX)

Procuro no vinho

O que só encontro em teus lábios:

O rubor sanguíneo e o entorpecimento que vem dos teus beijos.

São Paulo, 04.08.13

Ode ao vinho (X)

Bebo de tudo um pouco

Mas nem tudo que bebo gosto!

Aliás, gosto de muito pouco,

Pois pouco chega a lembrar

O inigualável sabor dos teus lábios.

São Paulo, 04.08.13

 

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