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Israel e Palestina: quem é o menos culpado pela tragédia?

 

Israel e Palestina: quem é o menos culpado pela tragédia?

 

Este é um tema espinhoso, especialmente por envolver religiões e povos que vestem saias, pois como dizia um amigo, “não se deve discutir com seres que vestem saias: mulher, judeu e padre, pois eles sempre vão ter razão”!

Mulher tem a sua frase preferida para desqualificar o interlocutor, quando lhe é conveniente: “é machismo”.

 

Padre, por ser uma criação oriunda do judaísmo, sempre se dirá a vítima do “que não respeita o representante de deus na terra e só faz o bem”, embora sejam craques em fazer a guerra e matar em nome do seu senhor.

Judeus, aos quais se aplica o parágrafo anterior, após a segunda guerra, tudo que se disser e que contrarie seus interesses, o adversário já é nazista. São os provocadores por excelência, e quando sofrem a reação por eles buscada, pousam de vítimas!

Daí o bom conselho do amigo, mas não se pode calar por medo de contrariar interesses, até porque, discutir, dialogar, é a única saída que os homens têm para solucionar as pendências entre eles. Não há outra saída.

Sempre que esse espetáculo de terror assolar aquela região Israel/Palestina o assunto renasce em busca de “culpados”.

Eu penso que os dois lados são culpados, mas que tem um lado que é menos culpado que o outro.

E qual seria?

Acredito que a Palestina.

Por que?

Em 1948 não foram criados dois Estados naquele local? Sim. Israel e Palestina.

Mas onde está o Estado Palestino?

Como, então, querer que os palestino suportem por tanto tempo esse descaso para com eles?

E Israel tem culpa pela não instalação do outro estado que é seu gêmeo?

Sim. Claro que tem, pois tem boicotado as iniciativas nesse sentido desde sempre.

E para o boicote qualquer desculpa é desculpa!

Jogou uma bomba em meu território, que não matou ninguém. Logo, não pode ter Estado.

Jogou um pedra na minha cabeça, logo não pode ter Estado.

Jogou areia nos meus olhos, logo não pode ter Estado.

Se os palestinos tivessem já recebido seu Estado, certamente que nenhum dos atos que lhes são atribuídos, por mais abomináveis que sejam, poderiam sequer serem pensados como justificáveis.

Mas não, Israel insiste em descumprir todas as resoluções da ONU que lhe faça cumprir o seu dever, além de fomentar a discórdia entre os palestinos e provocar-lhes a ira, impondo-lhe as mais severas humilhações e matando-os indiscriminadamente, já que foguetes não escolhem entre culpados e inocentes.

Qualquer pessoa que olhe, sem paixão, o que é difícil, saber quem, ali, detém o monopólio da força.

Outro fato: chamar de terroristas os palestinos é fácil, mas ignora-se que muitos dos líderes israelense também foram assim tachados, pois praticaram os mesmos atos que hoje condenam nos palestinos, mas agora é fácil, pois de pedra viraram vidraças.

Li as matérias abaixo indicadas e que me chamara a atenção, razão pela qual as divido com todos:

 

1 – Entrevista com Michel Gherman (http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/nao-podemos-aceitar-a-ideia-de-que-um-lado-e-menos-humano-que-o-outro/).

Osório diz: A entrevista é muito interessante, embora o pesquisador tente, muitas vezes, trazer a situação da Síria para a discussão, como a dizer: “Não é somente Israel quem faz isso. Não é somente Israel quem mata”. Melhor seria que centrasse o foco no que é a razão da entrevista e como fazer para resolver um problema de cada vez.

Também não é abordada a criação do Estado Palestino, para mim, algo sempre a dar razão a quem nada tem, infelizmente, e talvez a causa de todas essas desgraças que são suas consequências apenas.

Diz o pesquisar que “quem é antissemita é antissemita em qualquer circunstância”. Concordo, mas o governo de Israel acaba por fornecer mais combustível para que isso ocorra. Ou seja, apaga fogo com gasolina.

O pesquisador se queixa dos protestos contra livrarias e bancos dos judeus pelo mundo. Seria interessante ele responder: mas quem é que financia Israel.

Teria outros questionamentos, mas paro por aqui.

 

2 – “Israel defende boicote a acordo de união entre Fatah e Hamas”, e notícia do OESP de 02.06.14.

Osório diz: isso não seria procurar sempre dividir para manter o status quo?

A impressão que se tem é que: quanto mais dividido, menos eles nos incomodarão e se matarão entre si.

 

3 – “Israel é uma aberração, os judeus não”, disse um jornalista (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsman/178904-a-soberania-do-direito-de-opiniao.shtml).

Osório diz: sem o seu irmão gêmeo, cujo nascimento ele tenta sufocar, somos obrigados a concordar com o articulista.

 

4 – Há os que batem e assopram (http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2014/08/1494769-o-sofisma-antissemita.shtml e http://www1.folha.uol.com.br/colunas/demetriomagnoli/2014/08/1498006-santa-alianca.shtml).

Osório diz: primeiro o sociólogo bate, usando, justamente, o chavão do “antissemitismo”, depois tenta consertar seu discurso e aproxima-se daquilo que acreditamos ser a melhor visão e versão dos fatos.

Fiquei, contudo, sem saber o que o autor quis dizer quando afirma: “Netanyahu orientou-se pela avaliação de que o morticínio feriria o respaldo interno ao Hamas”.

Isso indica que o Hamas tem apoio interno em Israel?

 

5 – De um modo geral todos os países tem condenado, sistematicamente, as incursões de Israel em Gaza, com exceção dos Estados Unidos (http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,antissemitismo-na-europa-imp-,1533673).

Osório diz: Afirmo que para o possível antissemitismo de que fala o autor o Estado de Israel parece ser o seu maior fomentador.

 

6 – Mário Vargas Llosa um democrata e humanista, não titubeia em condenar as ações de Israel na faixa de Gaza (http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,entre-os-escombros-imp-,1541577).

Osório diz: Não se pode atribuir ao ganhador do prêmio Nobel a pecha de antissemita, pois ele não o é e, mesmo assim, não fecha os olhos para a realidade que envergonha a todos os homens de boa fé.

 

7 – Há aqueles que fecham os olhos para qualquer barbaridade, não importando-lhes qualquer possibilidade de uso da razão, mas apenas a paixão desenfreada pelas causas que tem como únicas e verdadeiras, sem se incomodar com ponderações em sentido contrário aos seus pontos de vista. Vejam estes exemplos: (http://oglobo.globo.com/opiniao/ignominia-13390199) e (http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,jonas-imp-,1541883).

Osório diz: Opiniões como estas vem de caolhos, pois tem apenas um olho só e o miram apenas para o lado que lhes interessa.

 

8 – Há opinadores que externam seus pensamentos sem perceber que estes são verdadeiros escorpiões a voltar-se contra si. Vejam este exemplo: (http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/07/1481467-flavio-flores-da-cunha-bierrenbach-palestina.shtml).

Osório diz: O autor ao afirmar que não existe um povo palestino, corrobora a tese de que também não existe um povo judeu, como diz Shlomo Sand, em “A invenção do povo judeu”.

A evolução do caolho pode ser para a cegueira total.

 

9 – Judeus comprometidos com a humanidade como se pode dizer de seus patrícios Jesus Cristo, Karl Marx e Freud, por exemplo, pensam no melhor para todos e não apenas para si. Exemplo disso é a Amós Oz que disse “não é base para uma lua de mel, mas talvez para um divórcio justo”, ao mostrar-se favorável a instalação de um Estado Palestino (http://alias.estadao.com.br/).

Osório diz: Há como discordar de tamanha lucidez?

 

Mas Israel já está pronto para inventar novo empecilho! Agora quer que a capital de Israel seja, também, Jerusalém!

Mas desde sempre não foi Tel Aviv?

 

Até mais,

 

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