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O capitalismo e sua história de sangue!

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O capitalismo e sua história de sangue!

(História concisa, pois livros sobre cada item preenchem uma biblioteca)

 

1 – Não sabemos nada sobre nossas origens enquanto seres humanos (apenas fazemos suposições, contamos histórias).

 

2 – Do que temos registrado (em forma escrita, em especial) e do que consegui ler, me levam a afirmar que o homem sempre age, em pequena ou grande escala, premido pela necessidade, natural (comida) ou psicológica (criada por ele. Usar joias de ouro, por exemplo).

 

3 – A necessidade leva o homem a buscar satisfazê-la.

 

4 – A abundância afasta a necessidade, logo o homem se torna “indolente” diante das suas satisfações, com justa razão, claro (cata, coleta, caça).

 

5 – Para satisfazer as suas necessidades o homem tem que trabalhar (lavrar a terra).

 

6 – Trabalhar é cansativo, desconfortante e penoso. Maltrata o corpo humano.

 

7 – Se o homem tiver outro homem que trabalhe para que ele satisfaça as suas necessidades, ele o porá para fazer isso. É mais confortável, fisicamente, ser parasita.

 

8 – Se o homem que o homem quer que trabalhe para satisfazer as suas necessidades se rebelar, ele o escraviza (põe para trabalhar contra a sua vontade e sob violência física. Torturando-o).

 

9 – Se onde o homem nasce não tiver abundância daquilo que ele precisa, tem necessidade natural (comida), ele sai pelo mundo em busca de coisas que satisfaçam sua necessidade.

 

10 – Se o homem que saiu pelo mundo em busca de coisas que satisfaçam suas necessidades as encontrar em poder de outros homens, se ele tiver força (física nos primórdios, econômicas atualmente), se apossará das coisas alheias, levando-as para sua morada.

 

11 – Alguns homens necessitados se mudam para a morada de outros homens onde encontraram as coisas de que necessitavam.

 

12 – No início dos tempos os chefes de tribos, depois os reis, sempre alcançando esses postos pela força, se impunham no seio de seus parentes, colocando estes para trabalhar para eles administrarem as coisas comuns a eles, sempre separando o que era de todos e a parte que ficava com esses governantes.

 

13 – Esgotados os recursos que satisfaziam as necessidades locais (das tribos ou dos reinos), os necessitados partiam em busca de novos recursos em outras partes do planeta.

 

14 – Na busca por novos recursos, podem encontrar com outros homens as coisas de que precisam.

 

15 – Encontradas as coisas de que precisam com outros homens, a solução nos primórdios era a guerra física (mortes) pela posse das coisas.

 

16 – Como resultado das guerras as coisas eram levadas para os locais de origem dos vencedores, sempre melhor preparados para o combate pela própria necessidade. As pessoas derrotadas eram levadas também, agora na condição de escravas.

 

17 – Das tribos aos reinos, estes passaram a financiar os seus exploradores (seus ladrões).

 

18 – Os exploradores partiam, chegavam e levavam aos seus reis as coisas (bens) que roubavam (o butim).

 

19 – Com os bens roubados de outros povos, os reis e seu povo passavam a ter menor dependência das coisas, e com o fruto dos roubos aumentavam os financiamentos para novos roubos.

 

20 – As populações roubadas que não eram levadas como escravas, eram escravizadas nos próprios locais onde viviam (os escravizadores deixavam seus gerentes nos locais escravizados, e dentre esses gerentes figuravam pessoas da própria localidade, como parentes, “amigos” e conhecidos dos subjugados).

 

21 – Essa população escravizada nos locais onde seus membros nasceram e viviam era obrigada a “negociar” o fruto de seus trabalhos com os seus escravizadores por preço irrisório, insignificante, totalmente desproporcional.

 

22 – Com tudo isso, os reis (escravizadores) iam aumentando suas riquezas, com as quais podiam continuar o ciclo de financiamento de seus crimes.

 

23 – Com a riqueza roubada de outros povos, os reinos (depois os atuais países, quando os ricos tomaram o poder dos reis ou a eles se associaram, mas invertendo o poder efetivo de mando) puderam aproveitar as ideias que trouxeram maneiras de melhorar as suas vidas. Foi assim que a Inglaterra, uma das nações que se fez rica com os saques que praticou pelo mundo, pôde aproveitar e financiar o uso da máquina a vapor, por exemplo.

 

24 – Com o uso das máquinas, os escravos deixaram de ser interessantes para aqueles que os escravizavam e para aqueles que queriam vender suas máquinas que substituiriam os escravos.

 

25 – Para abrir mercado para seus produtos, e não por humanismo, a Inglaterra começa a buscar a proibição do tráfico de escravos, especialmente o dos negros africanos.

 

26 – A escravização que era concretizada pela violência física (caça, acorrentamento e chibatada nos negros, por exemplo) passa a ser substituída pela violência econômica. Há uma troca de violências. O capital sabe se “suavizar” na sua constante metamorfose. Sempre que ele faz água, muda de tática, inclusive apropriando-se das armas de seus inimigos e inúmeras vezes concedendo algo para poder se manter, conforme o famoso provérbio e que também é uma técnica, “vão-se os anéis e ficam os dedos”).

 

27 – A violência econômica também ocorre no seio do próprio povo exportador de bens manufaturados (mercadorias, máquinas inclusive), com trabalhadores trabalhando no limite de sua capacidade física e ganhando pouco, apenas o suficiente para não morrerem de fome (forma moderna de escravização), bem como no seio do país (mercado) para onde os bens são levados (vendidos).

 

28 – A correspondência entre os bens “trocados” (entre os países escravizadores e os escravizados) é miseravelmente desproporcional! Exemplo tosco, mas real: um espelho por uma pepita de ouro.

 

29 – Além disso, os próprios reinos exportadores de mercadorias começaram a “criar necessidades que não existiam antes”! Por exemplo: os índios não usavam o açúcar! Mas, depois que o conheceram, tornaram-se dependentes dele, para sua calamidade, desgraça (passaram a ter cáries, sem que tivessem quem as tratasse).

 

30 – Muda-se de reinos para países mas as práticas continuam as mesmas, inclusive com a nobreza unindo os países (formando blocos e agindo contra o inimigo em comum), especialmente os europeus, de forma a continuarem influentes e não serem importunados.

 

31 – Quando a nobreza, que permanece unida, especialmente pelos casamentos, é incomodada, ela se une facilmente, pois é pequeno o seu número, e, até agora, tem conseguido se impor sobre seus contestadores.

 

32 – Como o mundo ficou pequeno, não tem mais povos “primitivos” a serem escravizados, a escravização mudou. Agora, como se disse, ela é econômica.

 

33 – Os recursos mais importantes (economicamente falando) foram roubados, mas os países ladrões ainda precisam de matérias primas existentes nos países roubados antigamente e agora.

 

34 – Os recursos naturais de que necessitam os países ladrões são agora “comprados” dos países roubados. Os valores de tais compras são irrisórios, insignificantes, pois os mesmos recursos, depois de beneficiados, retornam aos países fornecedores das matérias-primas por preços excessivamente maiores. Exemplo: a Alemanha, que não produz em seu solo um grama de café, é exportadora desse produto!

 

35 – Como o mercado consumidor também ficou pequeno, os países ladrões investiram o capital que roubaram em inovações, especialmente na criação de novos produtos. E para que o público compre esses novos produtos, a imprensa capitalista impõe na cabeça das pessoas que a compra é uma necessidade, pois se elas não usarem determinada marca estão fora do mundo, não são elegantes, não são chiques, não são queridas ou amadas.

 

36 – Os produtos capitalistas não podem ter uma duração muito grande (qualidade boa). São de extrema má qualidade, pois precisam se danificar rapidamente para que outros e novos produtos sejam adquiridos, e por consequência os antigos que foram descartados poluem o meio ambiente, pois suas decomposições duram séculos. E a poluição, como vivenciamos, ataca mais os pobres, a grande maioria da população mundial!

 

No meio de tudo isso estamos nós, que podemos ser divididos em dois grupos:

 

I – Os do que conhecem esta realidade por terem estudado (buscado informações em diversas fontes) e

 

II – Os que negam esta realidade, pois são cegos para o mundo que os cerca, preferindo acreditar que a imprensa, que vende os bens que os escravizam, está ao seu lado

 

Estes dois grupos escolherão os políticos que dirigem a vida e o imenso patrimônio cultural, econômico e financeiro de todos.

 

Dentre os políticos existem dois grupos:

 

1 – O dos que querem que tudo permaneça igual, pois são beneficiários da perversidade do sistema escravizador;

 

2 – O dos que querem mudar a perversidade e, com isso, melhorar a vida de todos, não apenas do pequeno grupo de escravizadores.

 

Pense nisso!

 

Osório Barbosa

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