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A hipocrisia do “argumento ad hominem”!

Argumento ad homini

A hipocrisia do “argumento ad hominem”!

 

Por não dispor de dicionário eletrônico para copiar e colar o significado do conceito citado no título, fui à internet, que muitos não confiam, e encontrei os significados abaixo, que entendo melhores que o de alguns dicionários físicos que não vou digitar.

 

Vamos a eles:

 

Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia identificada quando alguém procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo.

A falácia ocorre porque conclui sobre o valor da proposição sem examinar seu conteúdo.

O argumento contra a pessoa é uma das falácias caracterizadas pelo elemento da irrelevância, por concluir sobre o valor de uma proposição através da introdução, dentro do contexto da discussão, de um elemento que não tem relevância para isso, que neste caso é um juízo sobre o autor da proposição.

Pode ser agrupado também entre as falácias que usam o estratagema do desvio de atenção, ao levar o foco da discussão para um elemento externo a ela, que são as considerações pessoais sobre o autor da proposição.”

Fonte:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem

 

Outra definição:

 

“O que é Ad hominem:

Ad hominem ou Argumentum ad hominem é um tipo de falácia que se caracteriza quando determinada pessoa responde a um argumento com críticas negativas ao seu autor e não ao conteúdo apresentado.

Uma falácia consiste num argumento falso, uma ideia que parece transmitir uma verdade ou discurso válido, mas não apresenta bases lógicas e coerentes.

Esta é uma expressão em latim e pode ser traduzida como "argumento contra a pessoa" (argumentum ad hominem).

A falácia do tipo ad hominem pode ser classificada como um desvio de atenção, tirando o foco do assunto em discussão para algum aspecto que não tem qualquer relação com a proposição apresentada.

Por exemplo, quando um indivíduo A faz uma proposição X, o indivíduo B, ao invés de questionar o argumento proposto por A, ataca diretamente e indevidamente esta pessoa com acusações pessoais e que não tem a ver com o debate.

Fonte: www.significados.com.br/ad-hominem/

 

Legal né?

 

Especialmente que a segunda fonte explica o que é falácia, o que a primeira pressupõe que saibamos e nem sempre é assim que o coro canta!

 

O sábio popular tem uma expressão para isso, que é a seguinte:

 

“O que tem a ver o ‘cós’ com as calças?”

 

No meio jurídico, especialmente, é muito cultuado o “argumentum ad hominem”!

 

Os juristas sentem um verdadeiro orgasmo ao imputá-lo aos seus adversários!

 

Mas você já parou para refletir quão canalha pode ser o uso do referido argumento?

 

Apresentado como foi, nas definições acima, ele deixa passar despercebido muitos enganos e safadezas que procura encobrir.

 

Vamos a um exemplo inicial em busca de maior clareza do que pretendemos dizer.

 

Rousseau o filósofo educador escreveu tratados sobre educação, pessoas, criação de filhos etc.

 

Rousseau abandonou os filhos, para os quais seriam perfeitamente aplicáveis os escritos do pai!

 

Apresentou algumas alegações para seu gesto ignominioso, as quais foram aceitas por seus seguidores!

 

Platão condenava a retórica e a escrita, mas o que sempre fez foi retórica e seus diálogos estão aí!

 

No Brasil apareceram uns políticos fazendo política negando que sejam políticos!

 

O que eu quero lhes dizer é: o “argumentum ad hominem” é totalmente válido e precisa ser externado em várias ocasiões, especialmente no campo da política (que abrange tudo na vida, aliás)!

 

Muitas pessoas querem levar vantagem, enganar a outras induzindo-as a erro!

 

A própria Igreja Católica Apostólica Romana é um exemplo disso!

 

“Prega a pobreza mas vive no luxo, no fausto, na riqueza”!

 

Ela e outros dizem aos incautos: “vão por ali”, enquanto os orientadores seguem o caminho oposto!

 

É  por isso que vejo muito valor no “argumentum ad hominem”!

 

Não posso aceitar uma lição, orientação, encaminhamento como certo se o próprio autor da proposição não a segue!

 

Ora, se o autor é o primeiro a não seguir o que propõe, por que outras pessoas devem segui-la?

 

Para as proposições da vida deve valer o princípio: o autor testou e o resultado foi positivo!

 

Se o autor não testar o que diz, não viver o que diz, é perfeitamente válido, devido e exigido, até, o uso do “argumentum ad hominem” contra o salafrário, pois é daqueles que o poeta diz que “prega sem ter moral”, ou seja, um hipócrita querendo que outros acreditem naquilo que ele mesmo se propõe a não acreditar.

 

A vida não é um treino!

 

Não deixe que alguém te ponha para treinar em campo minado onde ele não ousa botar os pés!

 

Todos os políticos brasileiros têm a solução para os problemas do Brasil! Falam bonito diante das câmeras! Expõem uma moral e procedimento irretocável diante dos jornalistas, mas, na hora de agir, continuam as práticas criminosas que vêm de seus ancestrais políticos e que são, justamente, os desmandos onde sempre floresceram!

 

Se o próprio proponente não segue sua proposição, por que qualquer outra pessoa de senso mediano irá fazê-lo?

 

Se ligue, então!

 

Inté,

 

Osório Barbosa.


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