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Freud e Pinduca: o carimbó da psicanálise!

Freud e Pinduca: o carimbó da psicanálise!

Freud e Pinduca

 

Embora não seja um exímio conhecedor da obra de Freud, apenas faço coro com os demais mortais nos jargões que o psicanalista explica, sou seu admirador.

 

Aliás, admiro também o Nazareno histórico e Karl Marx.

 

O que sempre me levou a admirar Freud não foi sua capacidade curativa!

 

Aliás, sua psicanálise está cada vez mais sem crédito algum!

 

Sempre achei a mente muito mais complexa do que a explicação que Freud dá para seu funcionamento!

 

Nietzsche foi melhor que ele ao dizer que "não pensamos a mente, é ela que nos pensa"! Embora a frase nada explique sobre o dito funcionamento.

 

O que me admira em Freud é a sua qualidade como escritor, como ficcionista e como narrador da mitologia grega!

 

Ele escreve bem demais, daí, por esta razão, ter formado, acredito, um publico bem cativo para seus "tratamentos"!

 

Freud também teve uma qualidade que reporto genial, embora não fosse nada original!

 

O Sofista Antifonte, no século V antes da era atual já montou um consultório onde "tratava com palavras"! Portanto, o Dr. Sigmund já bebeu em outra bacia, e desconheço se deu o crédito devido!

 

Façamos um aparte para trazer o pai da psicanálise para dançar um carimbó!

 

Quando Pinduca, por volta de 1975, começou a fazer sucesso no Amazonas e quejandos com seus carimbós, meu pai, Juarez, ao ouvir a música “Dona Maria”, cuja letra diz:

 

“Dona Maria

 

Dona Maria chegou, chegou, chegou com a mandioca

para fazer a farinha, farinha, farinha de tapioca.

dona Maria chegou, chegou, chegou,

com a mandioca

para fazer a farinha, farinha, farinha de tapioca.

para remexer, para remexer, para remexer

mexer, mexer, mexer, mexer.”,

 

saiu-se com esta:

 

“Puta que o pariu! Quem é que não faz uma música bosta dessas?”.

 

Mamãe, D. Rosa, pragmática, perguntou-lhe:

 

“E por que você não a fez?”.

 

Ao que ele respondeu:

 

“Eu não sabia que ia fazer sucesso!”.

 

Desde aquela época, menino, passei a ver que ainda existem inúmeras coisas a serem inventadas, músicas a serem compostas, poesias a serem escritas, teorias a serem expostas, que fariam enorme sucesso, enricando, inclusive, seus autores.

 

Tanto acredito nisso que, certa vez, uma pessoa me pediu um presente e eu lhe presentei, para espanto dela, com um pequeno caderno pautado e uma caneta bic. Diante dos olhos arregalados da jovem para com o presente, expliquei-lhe:

 

- Com isso, querida, você pode se tornar a mulher mais inteligente e mais rica do mundo!

 

- Como assim?!

 

- Escreva a fórmula de um remédio para curar a calvície ou o câncer e você verá quão rica e famosa ficará. Ou componha um lindo poema, ou uma música de sucesso e a fama e a riqueza lhe estarão garantidas.

 

Ela sorriu desconfiada, mas concordou. “Mãos à obra, portanto, acrescentei”.

 

Não sei se ela seguiu meu incentivo.

 

Mas voltemos ao Dr. Freud.

 

Creio que ele foi um Pinduca na vida!

 

(é possível fazer o que veio depois passar a ser o pioneiro! Assim como Édipo teve um complexo que veio depois dele!)

 

Teve um insight, somado aos seus vastos conhecimentos literários e criou a psicanálise que nada mais é que uma sabedoria popular que ele soube, genialmente, como Pinduca, aproveitar!

 

E qual é essa sabedoria popular?

 

Você a conhece, com certeza, pois se ainda não a usou já ouviu de alguém a seguinte frase: "estou angustiado (triste, melancólico, amargurado etc.), preciso de alguém para me ouvir, preciso me abrir, desabafar"!

 

Esse é o princípio popular da psicanálise que Freud captou e nomeou e passou a usar!

 

Fez o sucesso que fez, mas papai não conhecia o vienense, daí não ter implicado com seu tratamento pelas palavras, mas deixou esse filho dele para fazer um "link" entre os dois gênios da humanidade!

 

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