Contos Escritos Meus

tercio

O Facebook, sua limpa nas víboras e o choro dos canalhas.

Ratos e o medo da luz

O Facebook, sua limpa nas víboras e o choro dos canalhas.

 

Recentemente a empresa Facebook excluiu de seu sistema (plataforma) algumas páginas nele mantida sob o signo do anonimato (seus “donos” eram pessoas não identificadas, até então).

 

Como qualquer assunto, este tem inúmeros ângulos e/ou facetas que podem ser objeto de análise. Vamos a alguns deles:

 

- o Facebook é uma empresa diferenciada! É igual todas as outras por buscar lucros no mercado. Difere das demais por não cobrar das pessoas pelo uso de sua plataforma para que elas mantenham suas páginas.

 

- o Facebook não divulga tudo que seus “colaboradores” publicam em suas páginas: ele seleciona os amigos do publicador para os quais vai remeter uma determinada publicação e, se o “dono” da página quiser atingir mais público, aí sim, terá que pagar ao Facebook.

 

- portanto, pode-se dizer, o Facebook faz “caridade” ao não cobrar pela manutenção de páginas em sua plataforma.

 

- fazendo “caridade” e sendo empresa, o Facebook pode escolher a forma de como fazê-la (tanto assim que cobra de quem desejar atingir mais público)!

 

- se determinado “colaborador” não cumpre as normas estabelecidas unilateralmente pela empresa, até para se precaver, é um direito seu excluir aqueles que não se adéquem ao perfil que estabelece. Não podendo, o excluído, reclamar o seu direito de infringir as normas do Facebook.

 

- as empresas jornalísticas, e nisso o Facebook se equipara a elas, têm o direito de não publicarem matérias que contrariem sua linha editorial, que ofenda as pessoas, que firam as leis dos países onde atua (imaginem se os jornais e revistas fossem obrigados a publicar as cartas e artigos de seus leitores).

 

No Brasil, ainda vige, aos trancos e barrancos, uma Constituição da República, a qual, em seu artigo 5º, inciso IV, VEDA O ANOMIMATO!

 

Se a lei maior de um país veda uma prática (o anonimato, no caso) qualquer empresa, especialmente se preocupada com a fragilidade de que padece a democracia (que, paradoxalmente, pouco pode fazer contra seus inimigos!), deve ficar ao lado da Constituição para protegê-la, e a melhor forma de fazer isso é respeitando-a, aplicando-a!

 

Foi o que fez o Facebook!

 

E só por isso merece todo louvor!

 

Respeitar a lei é a liga que mantém unida (permite a convivência) a sociedade!

 

Os “donos” anônimos das páginas banidas, com o cumprimento da lei, rapidamente mostraram suas caras. Bastou o Facebook jogar luz e os ratos apareceram!

 

E os ratos vão das catitas aos guabirus! Ratinhos, ratos e ratões!

 

Flagrados, protestaram, mas até esse protesto cheira ao crime, por está muito colado na sua ilharga!

 

Se as páginas fossem sadias, para o bem do Brasil e de seu povo, qual o problema em terem seus “donos” identificados?

 

Não, os criminosos não fazem nada a céu aberto!

 

É na calada da noite, no caso, sob o anonimato, que buscam a impunidade para seus crimes, dentre os quais publicar mentiras (as chamadas fake news), com ofensa a pessoas e empresas, que, agora, depois da assepsia (dedetização) feita pelo Facebook, poderão cobrar pelos danos morais que sofreram.

 

Que o exemplo de respeito às leis, em especial à Constituição Federal de 1988 continue.

 

Inté,

 

 

              Fonte da imagem: https://pt.pngtree.com/freepng/scared-mouse_3136577.html.

Você está aqui: Home Artigos outros escritos meus O Facebook, sua limpa nas víboras e o choro dos canalhas.