Contos Escritos de Amigos

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A felicidade! (Sócrates e Platão e o nada, como sempre!) 

A felicidade!

(Sócrates e Platão e o nada, como sempre!) 

Felicidade Tunica e eu

SÓCRATES: "COMO PODEREMOS TER FELICIDADE?"

 

Logo em um dos primeiros diálogos, Eutidemo, escrito sem dúvida um pouco antes de 400 a.C., a questão é colocada diretamente: "Será que na verdade não desejamos todos nós, os homens, ter felicidade?" Seria insensato negá-lo, responde Clínias. "Pois bem, passemos então ao que se segue: já que desejamos ter felicidade, como poderemos ter felicidade?"2 E esse é o início de 2.400 anos de debates. Pela primeira vez, sem dúvida, é expressa a afirmação do desejo universal e legítimo de uma felicidade terrestre. Resta saber por quais meios se pode satisfazer esse desejo. Sócrates enumera, para rejeitá-las, todas as receitas populares: riqueza, saúde, beleza, poder, nascimento em berço de ouro; nenhum desses bens, que não dependem de nós, poderia garantir a felicidade. Apenas a sabedoria pode. Mas a sabedoria pode ser aprendida? Como é frequente nos diálogos platônicos, a discussão derrapa; digressões, problemas correlatos, distinções encobrem o assunto e o Eutidemo, o primeiro grande debate sobre os meios para ser feliz, termina sem resposta [Osório dia: Platão e o nada!]. A coisa está mal engatada.

 

Platão voltará ao tema, alguns anos mais tarde, no Górgias, de um ângulo um pouco mais teórico. O resultado não é muito mais convincente. A felicidade, diz Sócrates, se experimenta na satisfação de um desejo, e "não é acertadamente que se fala da felicidade das pessoas que não conhecem a necessidade", o que Cálicles aprova: "Se for assim, efetivamente, as pedras, na verdade, gozariam de uma felicidade sem igual".3 Mas o desejo é uma falta; logo, um sofrimento; enquanto não é satisfeito, a felicidade está excluída. Porém, uma vez satisfeito, não há mais desejo, e se a felicidade é o fato de satisfazer um desejo, se não há mais desejo, não há mais felicidade. Todos podem constatar: se tenho fome, desejo comer, não estou feliz; quando comi, não tenho mais fome, estou saciado, não desejo mais, e também não estou mais feliz. E a mesma coisa com a sede, o sexo, o cansaço. No máximo, pode-se dizer que durante o brevíssimo processo de satisfação do desejo, experimento o prazer. Mas prazer não é felicidade, pois ali se mistura uma falta: "Não é, portanto, o fato de experimentar um prazer que os faz ter felicidade".4 O paradoxo é que a felicidade precisa do desejo, ao passo que o desejo exclui a felicidade. Estamos novamente no impasse.

 

Platão estuda mais uma vez o problema em um diálogo da maturidade, O banquete. Por uma vez, é um banquete sério: nada de álcool - bem, não muito -, ainda mais que os participantes estão mal recuperados da bebedeira da véspera: “Todos eles combinaram de não consagrar a presente reunião para se embriagar, mas beber apenas como entretenimento”. Nada de mulheres, tampouco: mandam a flautista “tocar flauta para ela mesma”. É que o assunto da discussão é importante e muito masculino: o elogio de Eros, o deus do Desejo e do Amor. Os participantes rivalizam em entusiasmo por essa simpática divindade. Amor, diz Fedro, é o deus "mais poderoso para conduzir os homens à aquisição da virtude e da felicidade";5 só ele nos proporciona “a felicidade completa”, confirma Erixímaco; isso é verdade, diz Pausânias, mas na verdade há dois Eros: o "popular", vulgar, que inspira em alguns o desejo até pelas mulheres, e o Eros nobre, que proporciona a felicidade àqueles que “não amam senão os meninos assim que começam a ter inteligência, o que acontece mais ou menos quando a barba desponta”.6 Aristófanes aprova: “O meio para nossa espécie alcançar a felicidade seria, para nós, dar ao amor seu acabamento, isto é, que cada um tivesse relações com um amado que seja propriamente o seu”.7 E sobre isso ele tem sua teoria: o célebre mito dos andróginos. No início, o ser humano era duplo: quatro pernas, quatro braços, dois rostos, dois órgãos sexuais, ora, idênticos, ora opostos, macho e fêmea. Depois os deuses, sempre desconfiados em relação àquele ser um pouco forte demais com seus oito membros e seus dois cérebros, decidiram cortá-lo em dois, reorganizando a disposição dos órgãos, operação delicada da qual Aristófanes, que com certeza bebera um pouco além da conta, nos dá uma descrição detalhada extremamente cômica. Desde então, todo mundo procura sua metade para unir-se a ela, duas metades às vezes masculinas, às vezes femininas, às vezes um macho e uma fêmea; e a felicidade nada mais é do que encontrar sua metade.8

 

Tudo isso é muito interessante, diz Sócrates, que então interfere e expõe seu próprio mito, pelo qual modera o entusiasmo de seus interlocutores a respeito da felicidade. Sua história não deixa nada a desejar em extravagância em relação à de Aristófanes. Quando do festim de aniversário de Afrodite, conta ele, Expediente, o filho da Invenção, fica completamente bêbedo; chega a Pobreza, que mendiga; vendo o estado de Expediente, ela diz a si mesma que seria bem útil ter um filho dele. Ela o seduz e assim foi concebido Eros, filho da Pobreza e do Expediente. Meio humano, meio divindade, é um "demônio", um espírito intermediário. Como filho da Pobreza, ele é desejo, desejo dos bens divinos que são o Belo e o Bem, isto é, desejo de felicidade. Como filho do Expediente, nunca lhe faltam estratagemas para atingi-la, mas, sendo apenas semideus, ele se engana frequentemente de objetivo. O desejo nos faz crer que a felicidade se encontra lá onde não está, nos bens materiais, no sexo, na violência. Para atingir a verdadeira felicidade, a posse Belo e do Bem, o desejo deve ser educado, processo longo e sofrido que deságua na sabedoria. No Fedro e em A república, Platão utiliza uma metáfora erótica adequada: o apaixonado pela sabedoria, ao fazer amor com a verdade, atinge o orgasmo da felicidade.

 

Não há certeza de que essas especulações nos ajudem muito a ser felizes. Aliás, a discussão é interrompida bruscamente pela chegada de um grupo de festeiros conduzidos por Alcebíades: é a irrupção das paixões e dos prazeres grosseiros, diante dos quais a razão e a espiritualidade não têm grande peso. De manhã cedo, todos os convivas estão adormecidos e curtem sua ressaca, menos Sócrates, que continua a discorrer sobre a comédia e a tragédia perante os últimos ouvintes, que sucumbem por sua vez:

 

Eles se deixavam forçar, sem acompanhar muito bem, e deixando pender a cabeça. Foi Aristófanes quem adormeceu primeiro, depois Agaton, quando então já era dia. Depois disso, tendo-os feito dormir como crianças, Sócrates se levantou e foi embora.9

 

Assim, para Platão, a felicidade está na busca do Bem e do Belo, o que é vago e concretamente não leva muito longe. Mas ele viu bem que essa exigência de sabedoria pessoal não bastaria: a felicidade depende também de todo um contexto político, econômico e social. Cabe ao Estado criar condições favoráveis à felicidade dos cidadãos. O principal mérito de Platão é ter sido o primeiro a ver que a felicidade é um problema cuja solução é tanto pessoal como coletiva, no cruzamento da Psicologia com as Ciências Sociais, a Moral e a Política. Será muito difícil até mesmo para um sábio ser feliz em um Estado anárquico ou ditatorial onde reina a miséria; ao contrário, o habitante de um Estado harmonioso, justo e próspero não poderá ser feliz se for depressivo ou dissoluto. Uma das lacunas nos estudos sobre a felicidade será com frequência interessar-se apenas por um dos dois fatores: o individual ou o coletivo. Platão abordou os dois, infelizmente de maneira pouco convincente. Acabamos de ver que sua concepção de felicidade em termos de moral individual chegava a dizer seja que a felicidade se autodestrói pela satisfação do desejo, seja que ela só pode ser alcançada por uma ínfima elite depois de longos e sofridos esforços na busca muito aleatória do Belo e do Bem.

 

PLATÃO: A FELICIDADE PELA VIRTUDE OBRIGATÓRIA

 

Seu estudo do aspecto coletivo não é mais encorajador. Para ele, o regime menos apto a garantir a felicidade dos cidadãos é a democracia. Esta não pode operar senão pela demagogia, que favorece a banalização dos vícios, a licença dos modos, e que escraviza o povo ao lhe dar a ilusão da liberdade. Os dirigentes, incompetentes e corruptos, monopolizam o poder embotando o povo pelo pão e pelos jogos, o que é contrário às exigências rígidas da felicidade pela Moral. O que é necessário é um regime autoritário dirigido por sábios e filósofos que tenham os meios de impor as medidas morais que levam à felicidade. Uma espécie de despotismo esclarecido ou mesmo tirania: o que poderíamos censurar na tirania a serviço do Bem? Não nos esqueçamos de que Platão pertence a uma família aristocrática reacionária da qual vários membros [Osório dia: Platão era tio de Crítias, um dos tiranos e sobre o qual ele nunca escreveu uma linha, embora esse seu sobrinho fosse, também, um sofista, exceto quando à cobrança de honorários, que não exigia!] fizeram parte dos Trinta Tiranos que acabaram com a democracia ateniense em 404-403a.C, e que na sequência, em Siracusa ele apoiou o tirano Dionísio, de quem gostaria de ter sido o mentor. Após fracassar, de volta a Atenas, funda a Academia, onde ensina os outros como ter sucesso onde ele próprio falhou. [Osório diz: eis o retrato de Platão]

 

Seu regime ideal, a tirania dos sábios, que de certa forma tornaria obrigatória a felicidade, foi exposta em A república, a primeira grande utopia da literatura ocidental. A utopia é um tipo de substituição da idade de ouro, um sonho de sociedade feliz, elaborada de início em oposição à situação presente - percebida como ruim - para eliminar os males. A utopia carrega a marca de uma classe social, que embora seja democrática, anárquica, aristocrática ou tirânica, é sempre um mundo hiperorganizado, planejado. Ela é concebida como um espaço limitado, isolado, quase sempre cercada por um muro, ou fica em uma ilha. Mesmo em suas pretensões mais libertárias, elimina a individualidade, pois tem dois inimigos: o livre-arbítrio e o tempo. Sociedade perfeita, não tolera a evolução, que não pode ser outra coisa senão degradação: a perfeição não se melhora. Ela está, portanto, paralisada em um eterno presente. Por outro lado, visto que é regida por leis perfeitas, está fora de cogitação tolerar iniciativas pessoais ou críticas. O ideal coletivo sufoca os valores individuais. Importa medir desde já as consequências dessas características, pois elas marcarão toda a história da busca da felicidade: longe de se completar, os caminhos individuais e os coletivos em direção à felicidade se opõem. Uns vangloriam o pleno desenvolvimento da pessoa, o que supõe a liberdade individual; os outros pregam um ideal coletivo que, para funcionar bem, exige a renúncia à liberdade individual. Liberdade ou igualdade: é preciso escolher; uma exclui obrigatoriamente a outra. Este será o quebra-cabeça de todos os pensadores políticos até os dias de hoje: encontrar um acordo harmonioso. Harmonizar, na falta de um ser ideal, pois é impossível garantir a integralidade simultânea desses dois valores. "Liberdade, igualdade" é um slogan absurdo e ingênuo. A balança pende obrigatoriamente para um lado ou para o outro, em alternância. O mesmo se passa com a busca da felicidade: uns a procuram pela via libertária: outros, pela via igualitária. Raros, e em situação bem desconfortável vão ser os que buscarão um acordo. Uma coisa é certa: se a felicidade exige coexistência dos dois, ela é impossível; ao menos, a felicidade perfeita é.

 

A maioria dos filósofos da felicidade explorará a via individual, a única que depende de cada um, pois a via coletiva está na mão dos políticos, que raramente são filósofos. Por esse motivo, os pensadores que vislumbram as condições sociais da felicidade fazem-no sob a forma sonhada da utopia. Será que eles creem na possibilidade de realização de seu modelo? “A utopia é a verdade de amanhã” dirá Victor Hugo; e Lamartine: “As utopias não são mais do que verdades prematuras”. Discurso de românticos. Em geral, os topistas quase não têm ilusões; sua cidade ideal está como que suspensa entre o passado e o presente, vaga promessa (ou ameaça), miragem de uma idade de ouro em um porvir sem futuro. Num mundo desses, dizem que os homens seriam felizes - ainda mais seguros por saberem que seu sonho nunca será submetido à prova dos fatos. O que é duplamente inquietante para a felicidade: ou ela é condenada a continuar um sonho, ou, logo que o sonho começa a se realizar, torna-se pesadelo. A via social rumo à felicidade seria também um impasse?

 

Hipódamo de Mileto, no século V antes de nossa era, é considerado o primeiro grande utopista. Seu objetivo declarado é garantir a felicidade e a virtude dos homens criando um quadro de vida perfeitamente racional que reproduz a harmonia cósmica. Longe de reconhecer uma contradição entre as aspirações individuais e o ideal coletivo, ele pensa que existe uma correspondência profunda entre a alma racional e o macrocosmo. A felicidade nascerá da implantação de uma organização que reproduza essa harmonia. Arquiteto, legislador, filósofo, ele tem uma visão global da cidade perfeita que ele vislumbra como um conjunto de dez mil habitantes divididos em três classes: artesãos, agricultores e guerreiros, vivendo em bairros separados e funcionais. A cidade é geométrica, com uma rigorosa planta em tabuleiro, como no Pireu. Ele começa a construí-la em Mileto, destruída por um terremoto. Seus projetos não sobreviverão a ele.

 

Com Platão, a cidade ideal que garante a felicidade é objeto de uma descrição detalhada. Os elementos, dispersos em vários diálogos – A república, As leis, Timeu, Crítias -, formam um conjunto bastante coerente em que pesem algumas contradições de detalhes. Não são os sonhos de um rapaz, mas obra da maturidade e da velhice, elaboradas em uma época difícil de transição, em que Atenas perdeu sua soberba, corroída pelos conflitos políticos. E preciso reconstruir algo sólido e indestrutível. Não é um sonho de poder e de riqueza, mas de virtude e de razão. O poder e a riqueza de um Estado não fazem a felicidade dos cidadãos, diz Platão: vejam a Atlântida, superpotência de tecnologia avançada e com um nível de vida muito superior ao de Atenas. Essa cidade hegemônica foi engolida: os deuses, principalmente Zeus, não gostam de ver os homens se tornarem poderosos demais. Sempre a mesma história: a hybris, orgulho excessivo, exaltação da vontade de poder, dá origem à arrogância e termina em catástrofe. A Atlântida é a versão grega da torre de Babel: os homens, por essa vez, haviam decidido fazer algo em comum, mas isso Deus não pode tolerar: "E Iahweh disse: 'Eis que todos constituem um só povo e falam uma só língua. Isso é o começo das iniciativas! Agora, nenhum desígnio será irrealizável para eles". Isso é perigoso: “Confundamos a sua linguagem para que não mais se entendam uns aos outros" (Gênesis, 11:6-7). É o próprio Deus que introduz a divisão e a desordem: dividir para reinar, esta será sempre a tática dos deuses. Ou então eles destroem pelo fogo (Sodoma e Gomorra) ou pela água (o Dilúvio, Atlântida). Não importa como, em todas as mitologias, as potências divinas jamais admitem que os homens garantam sua felicidade pela satisfação de suas paixões.

 

E o "divino" Platão concorda com os deuses. A cidade feliz que ele vislumbra é a cidade do Belo e do Bem, da sabedoria e, portanto, da austeridade, nos antípodas do luxo de Atlântida [Osório diz: ele pensava no luxo da Atenas de Péricles!]. Ele está perfeitamente consciente da necessidade de outorgar as aspirações individuais e a organização social para garantir a felicidade. Se os deuses parecem contraditórios, a seu ver, é porque o homem se deixa guiar por suas paixões e por seus baixos instintos, em vez de seguir os conselhos de sua alma espiritual. O indivíduo que se deixa guiar pelas paixões do corpo está em erro; ele é doente; é uma marionete cujos fios são os prazeres:

 

As afeições nos puxam como barbantes e, opostas como são, arrastam-nos no sentido inverso uma da outra para ações contrárias, sobre a linha divisória entre a virtude e o vício.10

 

A cidade ideal será organizada de modo a curar o homem de suas más paixões, e assim recolocá-lo no caminho da verdadeira felicidade. A aparente contradição entre as aspirações individuais e as exigências coletivas se desvanecerá a partir do momento em que o indivíduo e o Estado forem dirigidos de acordo com os princípios razoáveis do Belo e do Bem.

 

Concretamente, isso se traduzirá por um governo aristocrático nas mãos dos sábios, os “guardiões”, cuidadosamente selecionados e formados. A sociedade será dividida em classes estritamente hierarquizadas, ficando embaixo os produtores (artesãos e camponeses), que garantem a existência material do conjunto. Vinte mil habitantes, dos quais 5.400 cidadãos, cada um com um nível de vida modesto. Comunidade das mulheres, eliminação das crianças raquíticas as ou malformadas logo ao nascerem; as outras são imediatamente tiradas dos pais e educadas em comum. Proibição de inovar proibição de mudar: a perfeição é imutável. Sendo os guardiões filósofos totalmente dedicados à beleza, ao bem e à virtude, a cidade funcionará de modo harmonioso, e cada um, por não desejar nada além da beleza, do bem e da virtude, será satisfeito: o paraíso! A idade de ouro! A felicidade!

 

A felicidade exige o sacrifício da liberdade: tal é o sentido da utopia platônica. Aristófanes não concorda. Em As aves, também ele imaginou a cidade da felicidade: Nefelococigia. Aqui pode-se, ao contrário, fazer tudo o que se quer: é a cidade libertária, a cidade da fantasia, da imaginação. Puro divertimento do espírito: essa cidade dos pássaros, nas nuvens, não tem nenhuma consistência, e uma vez mais os deuses interferem: eles ordenam o desmantelamento desse sonho.

 

Desde o século V portanto, estão definidos os dois tipos extremos de utopia que não cessarão de se confrontar e que têm a pretensão, cada um, de garantir a felicidade: o mundo hiperorganizado, regulamentado, vigiado, que assegura a igualdade pela restrição coletiva, e o mundo sem coerção, onde o único senhor é a natureza, a serviço do indivíduo livre. Igualdade ou liberdade, comunismo ou anarquismo, Estado ou comuna, coletividade ou individualidade, as utopias não serão nada mais do que variações sobre os temas enunciados por Platão e Aristófanes. Porém, nos fatos, a felicidade permanece mais hipotética do que nunca.

 

 

Fonte: A idade de ouro - história da busca da felicidade, Georges Minois, tradução Christiane Fonseca Gradvohl Colas, Unesp, 2010, p. 40-47.

1 Tucídides, La guerre du Péloponnèse, II, 41

2 Platão, Euthydème, 278.

3 Ibid., Górgias, 492e

4 Ibid., 497 a.

5 Platão, Le banquet, 180 b

6 6 Ibid., 181 d

7 Ibid., 193 c

8 Ibid., 190-3

9 Ibid., 223 d

10 Platão, Les lois, 644e

 

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